MAR, meu ser já não sou eu. O SOL, a brisa, a areia e o teu cheiro... Faz-me ser leve, voar, ninfa, sereia, peixe do mar. Partir, sair do meu lugar. E ficar tonta só de te olhar...
A tua espuma branca, branquinha, com o seu ruído de estralejar, nos atrái, nos desafia, a rodear, leve, os nossos pés. E aí mesmo, nos vem beijar.
Tudo se esvai... Tudo se esquece... Só tu atrais... Num impensado temor, não sei se é raiva, se é amor.
A ti me entrego, contigo luto e assim disfruto todo um prazer. De quem mais fraco, te vai vencer.
E tu me acolhes, me fortaleces, me acaricias e me endoideces. Saio cansada. Luta acabada...
E o corpo por ti banhado,
Ao sol se aquece reconfortado!...
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