domingo, 24 de março de 2013

Um novo PAPA




O fumo branco espalhou-se pelos céus perturbados do Vaticano!...
Temos PAPA!  Temos PAPA!
Mas ninguém previa que nós tínhamos um PAPA com um perfil doce, humilde, corajoso, capaz de modificar o procedimento de uma multidão de católicos espalhados por todo o Planeta.De tal modo ele me toca que tive medo de escrever sobre a sua inenarrável figura..
O Mundo em que vivemos é tão contrastante com o seu perfil,com  o que faz e diz, que se sente um certo constrangimento e até receio de falar ou escrever sobre alguém que nos toca no fundo da alma.
Toca-nos com uma simplicidade, uma alegria," um sou como vós," sem distanciamentos, como que iluminado de uma força interior, que nos acanha.
Já demonstrou com várias atitudes que não lhe interessa o Poder. Luta, pelo despojamento exagerado da   Igreja. Parece não lhe interessar muito a aproximação aos ricos.Não teme os que o rodeiam. Procura a união das diferentes religiões. combatendo os radicalismos ou fanatismos que tantas guerras provocam e sempre provocaram. Os seus interesses centram-se nos mais pobres e desprotegidos.
Em tão pouco tempo são já muitas as modificações por ele apontadas-
Será que a Igreja envolverá a sua hierarquia em todos estes sinais dados?
Não passa de uma interrogação absolutamente legítima.O Vaticano é um Estado poderoso tanto económicamente como pela sua hierarquia. mas a mais inffluente votou : no Cardeal Bergoglio.
Deste modo terá de assumir essa mesma votação.
Um Papa culto, com este carisma.,cheio de inspiração, mal vai a Igreja se não usar este simbolismo,que aproximará os católicos em vez de entraves e preconceitos que só os afastavam As exigências, por vezes eram tantas e tão descabidas, que mesmo, quem foi educado segundo os seus cânones, eram postos um pouco à margem. Criou-se uma elite que desmerecia os outros, como se fossem mais do que eles .
O PAPA veio em sinais inequívocos dizer:  amai-vos uns aos outros , mesmo aos que não têm a tua fé, porque disso não são culpados.
Eis que veio a inspiração da verdadeira Fraternidade!
O  PAPA fez renascer a Esperança!....







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domingo, 17 de março de 2013

Mães

MÃES DE ONTEM…          MÃES DE HOJE…       MÃES DE AMANHÃ…


A palavra MÃE é, para quase todos, a palavra mais forte, mais intensa, mais afectiva que sempre existiu. É um amor único, incomensurável, é “Aquele Amor”, que não é igual a mais nenhum.
É o amor que se dá com toda a pujança de sentimentos, sem esperar receber nada em troca e nunca muda.
No entanto, o papel de mãe, esse tem mudado muito, através dos tempos e duma maneira extraordinária.

RECORDEMOS A MÂE DE ONTEM:
 
De há setenta anos ou mais-_A MATRIARCA_ aquela que era destinada à procriação, que lavava, limpava, trabalhava no campo, tinha um filho na barriga enquanto ainda amamentava o anteri, saias compridas, seios avantajados de tão sugados; mãe cuja carga era tanta que delegava, parte dela, à filha mais velha. A sua palavra era uma ordem.
Quando partia (regra geral) no meio dos seus lençois de linho e sobre o colchão de folhelho, tinha ao seu redor toda a família e o SR. Padre para lhe dar a Extrema  Unção,

PASSEMOS AGORA PARA A MÂE DE HOJE:

Tira o seu curso; com ele a cultura e a emancipação, a sua liberdade, o seu trabalho absorvente, corre para aqui, corre para ali, vai ao supermercado, arranja comida confeccionada, vai à avó buscar as crianças, ou à Creche onde os deixou…
Enfia-os no carro, com as suas tremendas mochilas, guia nervosa por entre um trânsito caótico e lá para as nove ou dez horas entra em casa. Jantar na mesa, deveres feitos, computador na frente, mastiga qualquer coisa, manda os filhos para a cama.
Regra geral deixa esta vida ou num Lar ou na cama de um hospital, sem a mão dos filhos a baixarem-lhe as pálpebras Dela dependeu a economia de um lar, fazer das fraquezas forças, sem tempo para orientar os filhos, deixando passar a vida ao lado. A mãe de hoje tem filhos mais autónomos, mais capazes de optar. Mas mais mandões, mas muito menos afectivos.


NÃO SEI SE SOU CAPAZ DE VISLUMBRAR AS MÃES DE AMANHÃ:

Não sou forte em futurologia, mas com a nova geração  vai ser diferente e vai sê-lo porque se lhe deparam tantas lutas que outras não tiveram. Serão obrigados a um aperfeiçoamento profissional muito apurado, sofrerão por não arranjar emprego e vão volatilizar-se por essa Europa fora, como já está a acontecer As mães terão de ser diferentes. Os filhos virão ou não. Outros serão os seus objectivos fundamentais. Imagino-as mulheres lutadoras, superarão as crises, ocuparão cargos de grande relevo em embaixadas, cargos públicos, directorias e governos, etc.
Elas vão dar cartas e pelo que apreciamos as novas gerações não irão para pior…
  Acredito que as jovens serão capazes de dar uma grande reviravolta neste Mundo absolutamente louco!...
E grandes mulheres irão aparecer na ribalta, com ou sem filhos, com um companheiro ou vários, com esta religião ou aquela, espalhadas por esse mundo global, trazendo outros costumes, mais tolerância, mais Paz.




















quarta-feira, 6 de março de 2013

Como Pode?



Como pode um País como o nosso Portugal chegar à situação em que se encontra? Pela profissão que o meu marido tinha, fui obrigada a percorrer uma grande parte deste pequena Nação; assim pude aperceber-me como ela é grande!..
 Espanta-me sempre o dinamismo desta população, o entusiasmo com que fazem as suas feiras artesanais e medievais; o empenho em manter as suas tradições a sua cada vez mais variada gastronomia popular e conventual.As festas e romarias,o religioso em simbiose com o pagão, numa harmonia arcaica que enternece.Gostaria de deixar aqui o que vivi e senti em muitas das terras onde trabalhei e passeei.Se mais não fosse, poderia fazer crescer o orgulho de ser português.

Andei a dançar e brincar com os "Caretos" de Trás os Montes, em Miranda do Douro assisti à dança dos Pauliteiros, visitei a Igreja onde o Menino Jesus da Cartolinha a quem, mãos carinhosas lhe mudam a roupa variada, todos os dias,não esquecendo a cartolinha. Passeei de barco no rio Vouga, admirando as Termas de S. Pedro do Sul, consideradas, hoje das melhores da Europa. Em Vila Franca de Xira apreciei o gosto duvidoso dos ribatejanos pelas largadas de touros; assisti às festas do Colete Encarnado, onde as mantas de lã pura e cores mais qe garridas,enfeitavam as janelas. Subi ao castelo de Reguengos de Monsarraz
,pisando os seus caminhos feitos de godos; naveguei no Alqueva, o maior lago artificial do mundo e ouvi
a histõria de mágoas nele submersas.E não vou falar de tudo o que é Património da Humanidade.

MAS QUE TEREMOS NÓS COM ISTO?...------------------Muito.
 A riqueza deste País não está na Banca, nem na Política. Está nos seus valores
E a Europa não sabe, a Troyka ignora. Levem-nos á Festa dos Tabuleiros, à do chocolate em Óbidos, às esculturas de areia no Algarve, à festa das Flores em Rio Maior. Depois que façam "MEMORANDOS".
Depois, se ainda tiverem tempo joguem golf no Algarve, Sky na Serra da Estrela, um pouco de Surf na Nazaré e banhem-se nas mornas águas do Algarve.
Quem vem para conhecer,,,,AMA
Quem não conhece............ARRUÍNA.

COMO PODE?......
                                   

segunda-feira, 4 de março de 2013

Grândola


     
Ontem vivi um dia, que não esperava viver. Sou daquelas pessoas felizes, que assistiram ao dia em que se cantou pela primeira vez Grândola , Vila Morena. Foi a abertura de uma janela, que nunca se abrira.
Não sabia nada de política; não nos deixavam saber. Se nas ruas de Lisboa parassem duas ou mais pessoas a conversar eram logo convidadas a dispersar; se nos livros apareciam textos como o da Maria da Várzea, eu como professora apolítica, não percebia a sua abrangência como facto social. Se a Maria vinha rodeada de filhos, com o alguidar da roupa lavada à cabeça, um filho ao colo e outro provavelmente na barriga, isso era vulgar.
Quando se cantou a primeira vez a Grândola comecei a ver que algo estava errado.
Vejo então expandirem-se os meus horizontes como mulher, como educadora e como cidadã; nessa altura muitas perguntas surgem no nosso espírito: porquê a mulher só tinha uma escolaridade até ao terceiro ano? Porquê a professora para casar tinha que pedir autorização ao Ministério? Porquê aqueles cartazes, mapas e fotografias na parede do quadro? Porquê? Porquê? 
Zeca Afonso perdura no tempo, porque era culto, simples e até humilde, na sua genialidade. Com ele veio a euforia: os cravos, a alegria, a fraternidade, os cantores de intervenção, a tropa que ia fazendo descambar para caminhos que não queríamos.
Mas, nessa altura, já sabíamos o que queríamos!..
Sobre o ponto de vista pedagógico foi, para mim, um período áureo. Foi uma revolução de métodos e de hábitos, que me encantaram: ensinava brincando, aprendia tanto e tanto, meu Deus!

FOI A REVOLUÇÂO DOS CRAVOS!...ÙNICA NO MUNDO!...

O Zeca não pôs as suas canções ao serviço do desespero. Cantou-as para a alegria deste Povo, historicamente heroico, estoicamente corajoso e unido: o 1 de Maio de 74 assim o demonstrou. As pessoas, de riso aberto de esperança, falavam nas ruas sem se conhecerem, -apertavam-se as mãos, acenava-se; um clima de irmãos.
“ Amai-vos uns aos outros”, naquele dia Jesus Cristo sorriu.
Ontem eu vi renascer o Zeca Afonso e a Grândola dos velhos tempos. A canção dos antigos passou para os lábios dos jovens, passou para outros países. A canção ouviu-se em muitas terras deste mundo louco.
O Zeca não morreu…Está vivo na alma portuguesa .Só que ele não gostaria de ver tantas caras tristes, tantos rostos fechados, tantos cartazes insólitos e algumas lágrimas correndo.
Também tenho a noção, que os responsáveis políticos, banqueiros e oportunistas, observam tudo isto com um sorriso de troça.
CUIDADO!...Isto não mata mas amolenta e magoa. É bom não esquecer que cada um de nós tem um voto na mão.


AGORA CANTÁMOS;VAMOS VER DENTRO DE POUCO TEMPO, QUEM DANÇA.