quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Apetece-me dizer bem.

Apetece-me a dizer bem…

Sofrem os portugueses de uma doença grave há já muitos anos, muitos anos mesmo, para a qual dificilmente se encontra cura: dizer mal de tudo, de Portugal, dos portugueses, da Pátria, do seu concelho, das autarquias, dos políticos (coitados), da vizinha, da vida, enfim…

E como é que se vive?... E como é que se vivia?...

Apetece-me dizer bem.

Que bom é que em Portugal tanta gente nova tenha casa própria, bem apetrechada, com todos os decoradores à sua volta.

Que país maravilhoso onde em quase todos os lares há carros para pais, filhos, esposas e netos.

Como nós vivemos felizes naquelas filas enormes para adquirir bilhetes caros para assistir aos grandes desafios de futebol ou Festivais (a multidão quase se esmaga), numa histeria louca.

Que variedade e requinte de montras onde se exibem todas as marcas dos grandes costureiros, com roupas, sapatos e acessórios, de entontecer.

Que lindas as toiletes das esbeltas senhoras, quando pisam a passadeira vermelha, nos grandes eventos.

Calculem bem como é bom usufruir das belas mansões no Alentejo, Algarve ou no paraíso do Douro.

Que País tem Sol, calor, frio, trovoada, nevoeiro, graniso e neve, no mesmo dia; já tivemos.

Que País tem uma classe política tão engraçada como o nosso? O seu sorriso quando anunciam medidas que humilham milhares de cidadãos, a sua versatilidade, a seriedade, sua mutação, exageros, golpes de teatro, com os meios de comunicação a ajudar; causam mesmo emoção.

E o folclore, a gastronomia, as praias, os monumentos, os solares nortenhos, os vinhos, os queijos, os linhos, os bordados e as cores!


Apeteceu-me dizer bem, que me perdoem os ofendidos deste lindo País.




Beatriz correia 17/09/2013