Num anterior blog apontava a crise moral no nosso País e continuo afirmando que é mais mental do que económica.Os portugueses pouco ou nada mudaram nos seus pensamentos e nos seus conceitos.
A Europa parece ter provocado uma espécie de terrorismo económico e nós na nossa proverbial submissão,já há muito enraizada, transpomos para o povo através dos meios de comunicação, um fatalismo que nos envergonha...Tudo isto leva ao erro, ao desânimo, á depressão e não poucas vezes está a levar ao suicídio.
Quem como cidadã,já assistiu a outras crises, já ouviu e passou por guerras anteriores,permito-me alertar
para as consequências desta trajetória do desânimo.
Nunca vi o povo português tão sem Esperança!Calma!...Não é na modorra, temperada com lamúrias. fatalismos e desgraças que um país avança.E os arautos da desgraça, os dirigentes, por nós eleitos, fazem disso um cavalo de batalha. Anunciam medidas que fazem tremer, ao outro dia,desmentem-nas.Mas o que é isto? O que pretendem? Eu julgo que nem eles sabem, presos que estão a um hipnotismo europeu que não os deixa pensar.
Admito que a coisa é séria e nem pensões,nem vencimentos,nem poupanças,nem ricos,nem emergentes se podem sentir seguros nem nos empregos, para quem os tem,nem nas contas chorudas.Jaques Delors avisou:-Ponham de parte as querelas políticas e recusem-se a que os banqueiros façam tremer os governos da zona Euro.Foi presidente da Comissão Europeia e deve conhecer os seus meandros como ninguém.ABanca deu facilidades a todos, sem olhar a quem.Agora tritura-os e tortura-os.
"A formiga alemã não está disposta a sustentar a cigarra dos países pobres", segundo a chanceler.
Há que mudar mentalidades: porque é que os emigrantes preferidos na Alemanha são os portugueses?
Sei. São honestos e trabalhadores.Alguém compreende esta falta de coerência e de bom senso? Eu não.
Só vejo a minha linda Pátria a esvaziar-se ingloriamente!...
sexta-feira, 10 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
MAR
MAR, meu ser já não sou eu. O SOL, a brisa, a areia e o teu cheiro... Faz-me ser leve, voar, ninfa, sereia, peixe do mar. Partir, sair do meu lugar. E ficar tonta só de te olhar...
A tua espuma branca, branquinha, com o seu ruído de estralejar, nos atrái, nos desafia, a rodear, leve, os nossos pés. E aí mesmo, nos vem beijar.
Tudo se esvai... Tudo se esquece... Só tu atrais... Num impensado temor, não sei se é raiva, se é amor.
A ti me entrego, contigo luto e assim disfruto todo um prazer. De quem mais fraco, te vai vencer.
E tu me acolhes, me fortaleces, me acaricias e me endoideces. Saio cansada. Luta acabada...
E o corpo por ti banhado,
Ao sol se aquece reconfortado!...
A tua espuma branca, branquinha, com o seu ruído de estralejar, nos atrái, nos desafia, a rodear, leve, os nossos pés. E aí mesmo, nos vem beijar.
Tudo se esvai... Tudo se esquece... Só tu atrais... Num impensado temor, não sei se é raiva, se é amor.
A ti me entrego, contigo luto e assim disfruto todo um prazer. De quem mais fraco, te vai vencer.
E tu me acolhes, me fortaleces, me acaricias e me endoideces. Saio cansada. Luta acabada...
E o corpo por ti banhado,
Ao sol se aquece reconfortado!...
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