MÃES DE ONTEM… MÃES DE HOJE… MÃES DE AMANHÃ…
A palavra MÃE é, para quase todos, a palavra mais forte, mais intensa, mais afectiva que sempre existiu. É um amor único, incomensurável, é “Aquele Amor”, que não é igual a mais nenhum.
É o amor que se dá com toda a pujança de sentimentos, sem esperar receber nada em troca e nunca muda.
No entanto, o papel de mãe, esse tem mudado muito, através dos tempos e duma maneira extraordinária.
RECORDEMOS A MÂE DE ONTEM:
De há setenta anos ou mais-_A MATRIARCA_ aquela que era destinada à procriação, que lavava, limpava, trabalhava no campo, tinha um filho na barriga enquanto ainda amamentava o anteri, saias compridas, seios avantajados de tão sugados; mãe cuja carga era tanta que delegava, parte dela, à filha mais velha. A sua palavra era uma ordem.
Quando partia (regra geral) no meio dos seus lençois de linho e sobre o colchão de folhelho, tinha ao seu redor toda a família e o SR. Padre para lhe dar a Extrema Unção,
PASSEMOS AGORA PARA A MÂE DE HOJE:
Tira o seu curso; com ele a cultura e a emancipação, a sua liberdade, o seu trabalho absorvente, corre para aqui, corre para ali, vai ao supermercado, arranja comida confeccionada, vai à avó buscar as crianças, ou à Creche onde os deixou…
Enfia-os no carro, com as suas tremendas mochilas, guia nervosa por entre um trânsito caótico e lá para as nove ou dez horas entra em casa. Jantar na mesa, deveres feitos, computador na frente, mastiga qualquer coisa, manda os filhos para a cama.
Regra geral deixa esta vida ou num Lar ou na cama de um hospital, sem a mão dos filhos a baixarem-lhe as pálpebras Dela dependeu a economia de um lar, fazer das fraquezas forças, sem tempo para orientar os filhos, deixando passar a vida ao lado. A mãe de hoje tem filhos mais autónomos, mais capazes de optar. Mas mais mandões, mas muito menos afectivos.
NÃO SEI SE SOU CAPAZ DE VISLUMBRAR AS MÃES DE AMANHÃ:
Não sou forte em futurologia, mas com a nova geração vai ser diferente e vai sê-lo porque se lhe deparam tantas lutas que outras não tiveram. Serão obrigados a um aperfeiçoamento profissional muito apurado, sofrerão por não arranjar emprego e vão volatilizar-se por essa Europa fora, como já está a acontecer As mães terão de ser diferentes. Os filhos virão ou não. Outros serão os seus objectivos fundamentais. Imagino-as mulheres lutadoras, superarão as crises, ocuparão cargos de grande relevo em embaixadas, cargos públicos, directorias e governos, etc.
Elas vão dar cartas e pelo que apreciamos as novas gerações não irão para pior…
Acredito que as jovens serão capazes de dar uma grande reviravolta neste Mundo absolutamente louco!...
E grandes mulheres irão aparecer na ribalta, com ou sem filhos, com um companheiro ou vários, com esta religião ou aquela, espalhadas por esse mundo global, trazendo outros costumes, mais tolerância, mais Paz.
Adorei ler o texto. Concordo que a maior parte das maes sao completamente sem egoism.
ResponderEliminarHoje vemos os pais a cuidarem dos filhos quando pequenos pois ha mais empregos para mulheres. Na Suecia e normal ver mais pais do que maes ou o mesmo numero em creches, etc. Alguns pais escolhem ficar em casa a cuidar dos filhos , o que prova como a igualdade dos sexos existe.
Continua a deliciar os teus amigos com os teus textos. Obrigada.
Quem agradece sou eu.bjs.
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